Durante todo esse tempo que venho trabalhando com procedimentos estéticos, percebi algo que vai muito além da pele, das medidas ou dos procedimentos... algo que não tem a ver com espelho;
tem a ver com a percepção de si própria.
Muitas vezes, a mulher chegava falando sobre gordura localizada, flacidez, manchas ou linhas de expressão, mas, conforme a conversa avançava, ficava claro que em muitos casos trata-se de uma busca por um padrão impossível (desses que diariamente vemos no feed).
E isso sempre me chamou atenção.
Porque, na prática, eu via mulheres lindas, interessantes, inteligentes se olhando com um olhar diferente do mundo ao redor; um olhar depreciativo e desassociado da realidade.
Por que isso acontece?
Porque somos bombardeados diariamente por corpos perfeitos, peles sem textura, rostos sem marcas, rotinas felizes e uma aparência sempre impecável: não tem como isso não gerar consequências em nossa auto percepção.
E mesmo entendendo racionalmente que grande parte dessas imagens são produzidas, editadas e filtradas, muitas mulheres ainda sentem que nunca estão suficientemente bonitas, jovens, magras ou adequadas.
Isso cria um ciclo silencioso de comparação constante.
A mulher deixa de se olhar com naturalidade para se enxergar apenas através da comparação com outras pessoas: pequenos detalhes passam a gerar desconforto desproporcional, a selfie vira motivo de ansiedade, o espelho se transforma em inimigo e a autoestima começa, aos poucos, a depender de validação externa.
Nesse contexto, os cuidados estéticos podem ter um papel importante quando são conduzidos com equilíbrio e consciência.
Procedimentos faciais e corporais não devem funcionar como tentativa de alcançar uma perfeição impossível, mas como ferramentas de autocuidado, bem-estar e reconexão com a própria imagem.
Isso porque, afinal, existe uma diferença importante entre querer se cuidar e sentir que nunca é suficiente.
E é justamente nesse ponto que entra uma reflexão necessária: até que ponto a sua autoestima está realmente conectada à sua percepção pessoal; até que ponto ela foi moldada pelas exigências irreais?
Porque autoestima saudável não nasce da perfeição, ela nasce da construção de uma relação mais gentil consigo mesma e, muitas vezes, esse processo também precisa ser trabalhado emocionalmente.
Exatamente por esse motivo me interessei desde cedo por psicologia, especialidade na qual me formei - como psicóloga clínica - em 2021.
No meu site publiquei post sobre essa relação entre dependência de validação externa e estima sob o olhar dessa especialidade,
confira o artigo aqui.
Se quiser saber mais sobre minha atuação como terapeuta, seja em atendimentos no meu consultório na Tijuca, Rio de Janeiro, seja em atendimentos on-line em todo país, visite meu site, você vai encontrar muito conteúdo sobre esse assunto que tanto me fascina: o ser humano; suas angústias, paixões, inseguranças, alegrias e tudo mais que se relaciona com nossa psique.